O brinquedo que você não quis e eu transformei em obra de arte!


Andam dizendo por aí que eu sou feia.

Tenha dó! Feio é pesar as pálpebras com tamanha inveja e desespero e não conseguir enxergar. É visto que minha felicidade é feita daqueles que me rodeiam, dos dias que me passam e dos sorrisos e abraços que me apertam. Pois bem, essa tal felicidade transcende o meu egoísmo e brilha aos que me veem. Dizer que alguém é feio, por sentir inveja dessa pessoa, é como dizer que o sol é feio, por causa do seu brilho enérgico e destemido. Não sejamos tolos ao confundir falta de amor e inveja com superioridade. Se ser assim, tão amada, é ser feia, então meus caros, sou a própria aberração e ainda assim não me dou conta. O amor que sinto por mim não chega a ser maior que meu amor pelo próximo, mas está longe de permitir que eu diminua meu sorriso, ou feche os olhos para as imprudências alheias. Quero que entendam que não se trata das minhas formas ou dos meus traços, ou ainda do meu cabelo ou das minhas roupas, isso nem foi levado em consideração. Trata-se apenas das voltas que o mundo dá, mudando tudo de lugar e fazendo com que quem esteja no chão não me veja do meu melhor ângulo. Acho que é por isso que meus amigos me acham tão linda, porque me enxergam de frente ou de lado, mas nunca de baixo. Acabo de me entristecer um pouco, por pensar que tenho tanta beleza, tanta vida e amor próprio, que talvez seja minha culpa ser tão... odiada. Embora o ódio seja claramente algo bom que foi distorcido, talvez também, eu não tenha culpa de ser feliz, não é meu bem? Amor a gente dá, recebe, distribui, esbanja, se esbalda, despeja. Amor aqui não sobra. Tenho o amor inesgotável de quem ama a vida. E é, realmente, uma pena, que não seja possível ensinar a amar, quando o aluno não encontra mais em si mesmo o foco de luz que o guiará para o brilho da vida. Tenho esperança de que isso mude, de que eu veja essas pessoas felizes por elas mesmas, sem precisar inventar do que rir, sem precisar cavar buracos pra que os outros caiam e, assim, não sentirem-se sozinhas. Eis a compaixão, que como todos os outros sentimentos, deriva do amor. Ainda bem que o amor da paz não se corrompe, pois assim, enquanto eu tiver essa paz de espírito, serei assim, amor. E se o amor fosse feio, não estariam tão desesperados para encontrá-lo por aí. Acho que é isso, ou não, nem sei. Há vida lá fora, o mundo não para e eu aqui, indignada com a estupidez humana. É isso aí, agora sim.

E no teu canto, eu canto, meu encanto.


Sabe, às vezes a gente desencanta (não, não sou só eu). Não sei bem quem desencantou, se foi a mente, os olhos ou o amor. E, sendo assim, aquilo que preenchia meu peito, se foi. Só foi. Sem coisas ruins. Então, eu paro e penso:

Se meu coração estiver vazio, tudo bem, não me fará mal também. Mas será muito mais fácil pra algo ruim se instalar. Portanto, eis minha ideia pra você: preencha cada espaço de si com coisas boas! Só assim, nenhum mal terá oportunidade de se aproximar e, devagarinho, tirar todo o brilho dos seus olhos. Encante-se! Se desencantar, cante! Só não deixe o ar do seu peito esvaziar e não voltar. Invente! Se desanimar, ame! Só não ame demais a si mesmo e esqueça que esse amor que vem de dentro precisa sair e deixar a paz entrar. E nunca esqueça: Sorria! Se só rir, já basta. Porque as gargalhadas incomodam a tristeza e a inveja desperta. Mas quando você sorri, irradia uma luz tão poderosa, que atinge silenciosamente as trevas, fazendo com que o bem prevaleça, deixando o final feliz. :)

E eu, parapapapa.


HÁ DIAS eu tenho esperado uma ligação, que quando chega, é sempre de DESESPERO, descompromisso, desilusão. E quando o telefone tocou, eu estava fixa numa ideia. Se eu não pensasse em nada, ficaria surpresa, brilharia os olhos e sorriria. Mas eu esperava. Era praticamente um vício, já. Até que "VOCÊ me ligou NAQUELA tarde vazia e me valeu o dia".
E assim, não ouso esperar. E ASSIM, espero não esperar, para me "surpreender" com o riso da sua voz, a graça e a vontade, nas suas palavras.

E quando ALGUÉM "se ligar" ou "ligar pra mim", estaremos ocupados: meu telefone e eu, contando pro MUNDO inteiro que eu de tanto esperar, "demorei muito pra te encontrar, mas agora eu quero só VOCÊ"!

Ao infinito e além!

Sei que ainda levarei uns pontapés da vida, sei que cairei, e muito, aliás. Mas "com uma pequena ajudinha dos meus amigos" e muita fé em Deus, eu vou longe, ou aonde quer que eu queira chegar!

Lágrimas de chuva.

Hoje é um daqueles dias em que os pensamentos fluem mais que hemorragia. Sangram, doem, mas nos fazem sentir vivos, prestes a morrer. Ei, mas eu falava de sentimentos e, os pensamentos que são tantos, não me deixam apenas sentir. Até em dias amenos, chuvosos e de temperatura agradável, eu consigo ser assim, exageradamente intensa. Talvez um chá de camomila e algum filme seja conveniente. Mas sabe quando dá vontade de trocar a maciez do cobertor pela suavidade da sua pele? Ou a tranquilidade de uma garoa, pela paz que segurar a sua mão me proporciona? Eu trocaria qualquer fechadura, com chave, cadeado e tudo, pela segurança de um abraço seu. É como olhar o sol, chegando manso, e lembrar do teu sorriso discreto, ou sentir as gotículas de chuva caindo no meu rosto e se confundindo com as lágrimas, que me fazem companhia, quando penso em ti. É sempre assim, desse mesmo jeito, mas tem sido menos frequente e mais intenso, cada dia em que eu te quero e não quero querer, cada noite em que eu te sonho e acordo de você.

Tempo de renovação!

Pra mim a páscoa é chocolate. Comemos exageradamente algo que não é saudável (todo exagero não é saudável, só pra constar) - o que representa o nosso dia a dia durante o ano, cheio de coisas que não nos fazem bem e mesmo assim insistimos em inserir em nossas vidas: os vícios. E então, nos arrependemos. Eis que surge, o tempo de perdão (consigo mesmo e com aqueles que não quiseram dividir o chocolate com você) e após esses três longos dias de parentes e exercícios constantes de paciência e compreensão, surge a ressurreição de uma vida ativa (ou não), mas é como se morressemos e nascessemos de novo, isso é verdade, haha. Feliz Páscoa!

ps. Renovação: aquela pele bonita e lisinha se vai, dando espaço a uma pele oleosa e com espinhas.

Mas falando sério agora: Ah, mas e aquele que morreu por nós? Com todo respeito, independente da religião que é baseada na fé (a qual não me falta, diga-se de passagem), certamente quem morreu por nós foi o tal do bacalhau. Ah, mas ele não sofreu (aham, tá). E as milhares de vacas que passaram incontáveis horas nas ordenhadeiras, sentindo dor, pra que tivéssemos esse maravilhoso chocolatinho? Pois é. Páscoa é sofrimento e morte. Será ressurreição quando pararmos com essa vida que gera sofrimento, e nascermos um novo pensar, o qual não mais matará para comer. "Feliz" páscoa!

Just do it.

Ontem foi uma noite diferente, bem confusa, mas simples. Dormi, sonhei, acordei e entendi bem melhor, que a vida é feita de cada pequena escolha, cada passo, cada um. E não importa o quanto seja difícil, sofrer é sim uma questão de escolha. Bom dia!

Just gimme the light.

"Eu nem sei porque me sinto assim, vem de repente um anjo triste perto de mim. E essa febre que não passa. E o meu sorriso sem graça. Não me dê atenção, mas obrigado por pensar em mim. É só hoje e isso passa. Só me deixe aqui quieto, isso passa. Amanhã é um novo dia, não é? Queria ser como os outros e rir das  desgraças da vida, ou fingir estar sempre bem. Isso passa? "

Não há palavras melhores pra descrever uma sensação milenar: melancolia, tristeza, depressão. Mas o mais triste é saber que só sabemos o quanto éramos feliz, quando "éramos" - no passado.

"Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho. Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz. Hoje a tristeza não é passageira, hoje fiquei com febre a tarde inteira".

Backspace - um novo começo.

Digitei no computador todas as coisas que eu queria esquecer e finalmente as apaguei com uma simples tecla.

"Tristeza é a pior coisa que existe"

Antes eu era feliz, agora eu sou madura. Eu não sei ser triste, só sei ser feliz. Ser triste é difícil demais pra mim, por isso eu sofro tanto. E o que mais me dói é saber que ninguém pode me ajudar a não ser eu mesma. E se cheguei a esse ponto, acho difícil conseguir me ajudar a levantar, portanto as previsões não são nada favoráveis, o clima é tenso, a tempestade é iminente e o meu copo já não serve mais.

Um amor para recordar.

De vez em quando, a gente teima em mexer na caixinha de lembranças e encontra muita saudade. Não que eu não esteja feliz, pelo contrário. Mas aquela felicidade que existia no passado é diferente. O cheiro e o gosto que eu ainda posso sentir, o som das gargalhadas ecoando, as palavras e o sentimento de bem-estar, ficarão enquanto eu viver, guardados na memória. Queria que tudo que eu tentei te ensinar fosse aplicado por você e você fosse forte. Queria te ver bem. Mas eu te conheço... conheço cada olhar seu, suas expressões e vontades mais profundas. E desde que parti, você procura ser feliz e, substituindo as lágrimas por sorrisos amarelos, tenta ser feliz. Se algum dia você parar pra pensar em tudo isso, se algum dia você olhar pra alguma coisa que te lembre de mim, saiba que não há um só dia em que eu não pense em você, com muito carinho e com a certeza de que todo amor valeu a pena. Saiba que todos os momentos com você são guardados com a certeza de que foram verdadeiros, pra ambas as partes. Te cuido de longe, pra que você possa seguir em frente, te protejo com minhas orações e espero, ingenuamente, que a gente volte a se falar e a rir de tudo e também chorar juntos quando preciso, porque mesmo que hoje eu esteja bem e tenha encontrado pessoas que me façam feliz e seguem comigo, a dimensão do sentimento que eu vivi com você e a certeza absoluta de que tudo era verdadeiro, ainda é muito forte. Você é um AMOR com todas as letras e certezas, que levarei pra sempre comigo. 

Feelin' Blue


Today I was feeling so blue
but I remember how you love me
And I feel this love too

So many things just to do
So many hours just to see
our heart is growing strong
I set my mind and you won me.

Clarisse

Hoje eu não quero dizer, nem ensinar, não quero fazer minhas preces diárias, não quero sorrir, embora algo me arranque um sorriso bobo e inocente, às vezes. Hoje eu não quero fazer nem ouvir promessas, não quero pensar na dor e na injustiça do mundo, como todos os dias. Não quero lembrar de tudo, como sempre. Não quero fazer nada, mas quero ir pra longe e, rapidamente caminho pra longe daqui. E nessa caminhada, exausta, sem fôlego, com as pernas latejando e os pés doendo, não sei onde estou e paro. Pra onde eu vou? Por que parei justo aqui? Por que eu vim, eu sei. Não quero respostas, nem palavras de conforto, muito menos conselhos. Quero um abraço apertado, algo que me roube da inércia na qual me ponho. E agora vejo claramente, mesmo com toda a loucura, toda a agitação da minha mente e o aperto no coração, eu sei. Sei que não importa pra onde eu vá, até mesmo porque não sei pra onde ir, mas sei de todos os motivos pra ficar.
Às vezes é preciso fugir, pra se lembrar de como é bom estar.

Cuidado! Cuidado!

Cuidado! Veja bem se aquilo que você deseja com muita força, é realmente o que você quer. As consequências são inevitáveis. Pense antes de desejar, o destino não hesita em nos mostrar quando erramos, mas às vezes percebemos rápido demais e nos deparamos com tudo que queríamos, ontem. Bondade e fé, é o que eu recomendo. Porque mesmo que não seja da maneira que realmente queríamos, é sempre a melhor maneira, é sempre como deve ser. Aprendi alguns limites, aprendi a não insistir demais, a não ser inconveniente, embora seja extremamente difícil saber o momento certo. Mas novamente, CUIDADO! Há sempre pedras no caminho, não devemos deixar de andar, porém é preciso saber viver, amadurecer. Afinal, viver como se não houvesse amanhã, pode trazer muito arrependimento!

Baseado em fatos reais.

No cinema, é totalmente aceitável que alguém ame duas pessoas ao mesmo tempo, fique indecisa, beije uma, perceba que ama a outra, saia imediatamente correndo atrás da outra e viva feliz para o sempre imaginário do final do filme. Na realidade, nos deparamos com a mesma situação e julgamos de maneira totalmente contrária, criticamos e crucificamos as pessoas que se enquadram nessa situação que, ao meu ver, não é tão rara assim. Podem até dizer que é porque o cinema é ficção, mas não se aplica. Já que nos familiarizamos com a ficção justamente por fazer essa troca, de nos imaginarmos naquela situação e os filmes refletirem, de certa forma, situações da realidade. Ou seja, só porque parecem distantes, podem ser felizes, independente dos caminhos que tomem. Mas quem está próximo, deve pagar o preço da rigidez mental e moral, de quem vos rodeia. É lamentável e não espero que mudem, mas gostaria muito que o fizessem.

Tropeços

O destino insiste em me meter bem no meio das bolas de neve. Por vezes eu congelo, por outras derreto tudo. O que importa é que sigo dançando conforme a música e sei que o tempo não pára. Eu vejo o futuro, mas não temo. Sei que há essa força maior que me fará seguir no caminho certo e do bem. Não entendo muito bem o porquê desses envolvimentos passageiros e dessa dorzinha no peito, mas se há algo que é pra ser, certamente será. Não há chances de escapar. Há chances de mudar, mas não o todo, apenas de ser da melhor ou da pior maneira, mas sempre será. Sempre há dor, mas sempre há vontade de lutar. Lutarei pelo meu destino e não contra ele. Serei feliz, mesmo estando triste. Ser não é estar, ao contrário do que aprendemos nas aulas de inglês. Pra ser eu, pra ser meu, tem que ser muito mais, tem que estar sempre, querer sempre, lutar sempre.

Rascunho antigo, porém válido.

Eu quero um novo amor, que também me ame. Não precisa me amar de início, mas precisar me deixar amá-lo. Quero poder cuidá-lo, protegê-lo, mimá-lo. Quero contar como foi o dia, falar minhas opiniões, planejar o futuro, poder abraçá-lo quando tudo der errado e quando tudo der certo. Dormir junto, viajar junto, chorar e rir. Ser feliz, mesmo sendo triste, às vezes. Fazê-lo feliz, sendo feliz, ao seu lado. E a cada sorriso seu, relembrar como é bom viver.

Viagens nas conchas!

Andando pela praia, vi uma concha. A mais linda que havia visto e poderia ver. Todos seus detalhes me encantaram, pensei em dá-la a alguém, usá-la como pingente, pendurar na parede, enfim, estava decidindo o destino de tamanha beleza e perfeição. Então, recolhendo outras conchas, percebi que nenhuma outra chegaria aos pés da primeira. Quando encontrei outra, a mais bela que eu já havia visto e pensei não poder encontrar outra igual. A primeira já não era mais tão bela, naquele instante. A primeira, apesar de muito bela, teve seu valor diminuído. E depois de mais algumas, encontrei outras, lindas e perfeitas, maravilhas da natureza. Portanto, a beleza e o valor de algo ou alguém, depende dos parâmetros que criamos, baseados em nossas experiências. O que era o melhor, pode hoje, tornar-se apenas bom, ou o que era bom, tornar-se o melhor. Pretendo aproveitar o momento em que cada um ou cada qual for o melhor. Pretendo aceitar as mudanças de pessoais de classificação e rotulação mental, pretendo entender e valorizar, o que cada um é e o que cada um já foi. Pretendo melhorar sempre, porque hoje posso ser incrível e amanhã ser apenas legal, depende dos parâmetros de quem avalia. Faz parte, devemos entender e respeitar, mas se quisermos seguir ao lado de quem amamos, devemos fazer o possível, para ser amáveis.

2012

Acho que essa transição toda e o medo do desconhecido, me fazem triste. Mas é uma tristeza tão poética e amena, que não incomoda, só está ali. A alegria que costuma chegar como um furacão, chega de mansinho, envolvendo e aos poucos, permanecendo. Devagar, a maturidade se instala e parte da juventude se vai. Fica só aquela emoção do novo, a simplicidade nos atos e a risada não mais tão alta, mas com toda a força que pode ter. Nem sequer imaginávamos isso tudo, pra quem nasceu na década de 80, o ano 2000 era o máximo que nos preocupávamos em prever. Chegou, passou e continua. Sem fim, por enquanto. Com a eternidade das almas, a imensidão da ignorância e a melancolia constante. Venceremos, porém não sem lutar. Conte comigo, conto, contudo, com você. Que venha mais um ano, que venha mais dois, três, multiplicados, até quando eu puder suportar.

Então é natal, clichê but true.

Eu não sei bem o que estou sentindo, mas essa época de renovação e transformação, definitivamente, acaba comigo. E depois eu melhoro. Acho que é essa a ideia. Saudades dos meus amigos, aliás, que amigos? Agora sim eu vejo a importância que alguns tem e a facilidade em abrir mão de outros. Família? É aquela que eu carrego no coração, há tempos. Não consigo e creio ser praticamente impossível, reunir toda ela novamente. Aliás, tem a de pai, a de mãe, a de mãedrasta. Já me acostumei a ter várias famílias, separadas. Mas o lado bom é que eu tenho várias, que me amam e as amo igualmente, aliás, até mais do que pensam. Trabalho, faculdade, trabalho, faculdade. Já me habituei ao trabalho, entrei na Matrix. Só falta minha casinha, com meu maridinho e meus filhos, mas isso vai demorar. É, época de planos, de esperanças, de ilusões que nos fazem acreditar, seguir. Porque quando deixamos de acreditar, nada faz sentido, então desistimos. Espero que esse novo ano nos traga sorte, na vida, no amor, na alma. Estamos todos cansados de não ter dinheiro e ainda assim conseguimos viver, bem? Há o valor real do material, com dinheiro podemos visitar quem amamos, presentear, sarar doenças e até ser felizes. Mas falta amor, amor que sobra dentro de nós e aprendemos (errado) ao longo dos anos, a guardar. Guardamos tanto, com medo de ficar sem, que ficamos sem da mesma forma. A falta de solidariedade, de carinho, de companheirismo, atenção, falta de vida, nos condicionou ao que vivemos hoje. E quando paro pra pensar, nossas dificuldades hoje são as mais fáceis de resolver e também as mais difíceis, pois precisam que mudemos a nós mesmos e isso, o orgulho, a vaidade, o egoísmo e a amargura, não deixam. Então, só o que posso fazer pelos outros, é desejar (porque os pensamentos tem muita força, principalmente quando ligados aos sentimentos) que tomem consciência do que realmente importa, mesmo que seja uma ideia turva, pelo menos, que entendam que estamos seguindo caminhos errados, que precisamos abraçar mais, dizer mais "eu te amo", sorrir mais, chorar mais, ainda que de alegria. Desejo, que eu aprenda a conviver melhor com o mundo, mas que eu não perca esse meu jeito de ver as coisas, não quero endurecer meu coração, mas a tal maturidade está querendo chegar, haha. Sei que isso é parte das promessas de final de ano, que todos fazem, mas nem todos publicam. Sei que sei demais, portanto, não sei nada. Estou aprendendo a deixar as pessoas irem, seguir caminhos diferentes, entendendo que elas vivem, independente de mim. E isso dói, pois são todos filhos que não tive, todos amores que não amei. Deus, sempre generoso e a vida, nem sempre injusta, vão me guiar, como sempre foi. E ano que vem, pretendo estar aqui novamente, dizendo que as pessoas mudam sim, que as coisas se transformam positivamente sim e que o mundo é bão, Sebastião! Feliz natal, feliz ano novo, feliz vida! E tenha certeza, que se você leu isso, é porque já faz parte do rol de pessoas (não tão seleto assim), o qual eu amo muito, de coração. Paz!

Ciclo.

Há uma tempestade de pessoas novas, enquanto as boas e velhas, se vão, seguem a correnteza. E todas as curvas me pedem pra parar, mas o fluxo me faz seguir. Talvez eu escorra, talvez eu seque, talvez eu até transborde. Mas por enquanto sou apenas uma gota, inútil. Um dia, quando eu encontrar o meu lugar, serei oceano, serei onda e mar. Não quero desaguar, como as cachoeiras, invadindo, despejando, cheia de pressão. Quero ser orvalho, gota única numa pétala, a qual completará o quadro, sendo infinitamente cativada, por mim.

Tears in Heaven

E chega o tempo de mudança, aliás, de mesmice. Todo ano, algumas pessoas vão e outras vem, outras são um espaço no tempo, paralelas à realidade, que completam o vazio do coração com a presença nas lembranças. E o tempo não nos pertence. Não adianta dar nó, puxar ou correr, porque o tempo se vai, independente das lágrimas ou dos sorrisos. E é essa falta de controle, esse sentimento de impotência e desespero, que me fazem ter total consciência da importância das coisas e das pessoas. E se eu nunca mais puder te abraçar? Então, abraçarei os nossos momentos, com todas minhas forças e lá, fechada no nosso mundo, seremos felizes, juntos, pra sempre.

Stay - Faraway, so close.

Quando você descobre que uma pessoa que você ama vai embora, as coisas param. Eu fico pensando em uma reação, aliás, tento reagir, positiva ou negativamente, mas é em vão. Então pensei no dia em que uma pessoa muito próxima de mim, morrer. A vida é assim, quando você MENOS espera, do NADA, as pessoas podem não estar mais ali. Sabe, aquela passada de bobeira, pra dar um oi e ver se está tudo bem? Ou aquela noite em que a solidão bate e você pensa: Putz! Vou ligar pra Fulano, aproveitar um tempinho junto. Essas pessoas são importantes, elas fazem bem. Bem não, um BEM danado! E só de pensar que não vai adiantar QUERER, porque o PODER já terá partido, me vêm à cabeça todos os momentos em que tenho preguiça ou deixo de falar com alguém que gosto muito, mas não é a prioridade. Só sabe-se a importância de uma pessoa, quando você se imagina sem ela, ou pior, quando ela já não está mais por perto. Mas há possibilidades, "a vida é uma caixinha de surpresas" (tive que rir)... porém, a incerteza da presença, a quase certeza da falta e a sombra da saudade, machucam, fazem arder o peito e causam uma angústia tremenda, acompanhada de impotência, de desilução. Eu sei... bem que sei... já aprendi que as pessoas seguem seu rumo e algumas vezes (quase sempre), os caminhos se cruzam por um tempo e depois divergem, ficando cada vez mais distantes. Acho que é só saudade antecipada e MEDO. Medo de não fazer um amigo assim, medo de não conseguir suprir sua falta. Medo de continuar sentindo esse vazio mesmo quando te ver, medo do que não é eterno, do que é físico e concreto, do que eu "posso" e não posso pegar, tocar. Mas uma coisa sempre fica, a lembrança. Lembrança de te abraçar, tirar milhões de fotos, curtir as nossas músicas, jogar, rir e rir de novo. Fazer manhas que só você entende e aceita. Dormir do teu lado e saber que a sua companhia preenche qualquer brecha de insegurança. É, consegui chorar. Acho que tá bom, já deu pra entender que eu vivo sem você, mas não vivo tão bem, como quando eu te tenho por perto. É só.

Jogo

Eu sinto como se estivesse num jogo, onde tudo passa muito rápido, numa cortina de vultos. E eu tenho apenas uma cesta de pegar borboletas pra pegar o maior número de coisas possíveis, mas devendo filtrar a importância, porque algumas não tem valia nenhuma e outras, valem muito pontos, neste jogo da vida. Vejo que sou uma péssima jogadora, porque em um piscar eu perco muitos itens que julgo importantes e não há replay ou pause. Só existe um SAVE enorme que grava e marca pra sempre as escolhas que eu faço, ainda que sem querer, errando ou acertando. E só no final do jogo eu saberei se ganhei ou perdi, quando o GAME OVER aparecer e fecharem a tampa, ou aparecer o texto de parabenização, por ter salvo a princesa, que no caso sou eu. Ou seja, preciso, eu mesma, me salvar. Mas, acredito que, como nos jogos, seja só uma fase e, depois que eu derrotar o chefão, continuarei tentando, com novos inimigos e novos bônus e auxílios, com a sabedoria das fases anteriores e com o mesmo frio na barriga, com o medo de morrer sem terminar a missão. Ainda bem que existem amigos, que já passaram por essas fases e me ajudam. Só preciso de um tempo maior, um efeito especial que faça passar menos depressa, que me dê tempo pra decidir, pra avaliar e continuar jogando. Ou talvez, eu pare de brincar e entenda que a vida é coisa séria e um dia, precisarei crescer.

Auto-retrato.

Eu sei que exagero, incomodo e aterrorizo. Também sei que implico com tudo, reclamo de tudo e quero saber de tudo. É verdade que eu dramatizo, faço tempestade em copo d'água e quase morro por tudo e por nada. Pressiono, choro e dou gargalhadas que te envergonham. Como demais, durmo demais e, principalmente, falo demais. Só o que faço de menos são minhas obrigações e assistir filmes, isso é o que faço de menos, porque sempre durmo demais. Também falo mal de quase todo mundo e os que não falo mal, falo tão bem que te faz até sentir ciúmes. Tenho muito ciúmes. E tento não demonstrar e acabo demonstrando excessivamente. Como em todo caso, excessivamente. Exceção só quando convém. Sou fiel às regras, desde que sejam minhas. Prezo pela honra e insisto em querer que lute por mim e me defenda de monstros que, talvez, existam apenas na minha cabeça. E por fim, a minha cabeça, que não é uma parte, mas um todo, onde toda viagem é possível e todo sonho é real. A realidade pra mim é questionável e toda fantasia é verdadeira. Acredito piamente em tudo que acredito. Só não acredito muito em mim, às vezes me prego peças, às vezes me engano. Mas se me engano é porque, antes, me deixei enganar. E por mais um fim, porque existem vários finais, eu sou contraditória, me contradigo e contradigo você. Eu misturo tudo, amo as coisas diferentes, mas igualmente amo as iguais. Sou redundante. Sou extremamente criativa e careta. Invento e aumento os pontos, os contos e os laços. Meus laços são eternos. Tudo é intenso e eterno, quando se trata de mim. Me valorizo demais e sou extremamente insegura. E começando de novo e terminando, por fim. Eu amo. Me amo, te amo e amo. Só amo. Só odeio o que eu não gosto. Porque o que eu gosto, eu amo, mato e morro por isso, valorizo acima de tudo, o amor. E eu sei de tudo isso, porque eu acho que sei de tudo e sei que não sei nada, portanto sei. E eu gosto quando você me deixa achar que mando em tudo, quando na verdade é o seu amor que manda em mim. Te amo.